DESTAQUES

24 de jun de 2012

Mercúrio - Aprenda mais


Mercúrio  é um metal de cor prateada que possui a característica ímpar de ser o único elemento do grupo metálico a apresentar-se em condições naturais de temperatura e pressão sob forma líquida. Foi um dos primeiros elementos químicos a ser estudado desde tempos os mais remotos, inclusive pelos adeptos da alquimia, encontrado-se até no interior de tumbas egípcias. Assim, era conhecido pelos povos antigos como “ágyros khytós” (em grego, prata derretida), termo este que descreve com perfeição a aparência do metal, semelhante em aspecto e cor com o metal nobre prata.
O nome moderno com que conhecemos este elemento é uma homenagem ao deus greco-romano Mercúrio (em Roma, ele era conhecido com este nome; já na Grécia Antiga, o nome correspondente era Hermes). Do mesmo modo, o símbolo do elemento possui também origem latina, ou seja, “Hg“, em língua latina corresponde a “hydragyrum”, significando “prata líquida” (na prática, uma conversão do antigo nome em grego para uma versão latina).


Seu peso específico é de 13,6 g/cm³, com um ponto de fusão localizado em aproximadamente -38,87 graus Celsius, possuindo um peso atômico de 54,93. Seu número atômico é 80, valendo ao mercurio um lugar entre os denominados “metais de transição“, entre os elementos do grupo 12 ou família 2B na tabela periódica dos elementos químicos.
Seu principal minério é o sulfeto de mercúrio (HgS) que pode ser decomposto em seus respectivos elementos. Na indústria, as utilizações mais comuns do metal estão na fabricação de termômetros, barômetros, amálgama dentário, e em vários outros equipamentos científicos. Já o mercúrio-cromo  e o mercurobutol são empregados como anti-séptico em ferimentos. Dissolve facilmente o ouro, prata, chumbo e metais alcalinos formando ligas relativamente consistentes denominadas amálgamas.
Devido exatamente a esta propriedade de dissolver ouro e prata, o mercúrio é amplamente utilizado na atividade de mineradores e garimpeiros, que utilizam o metal para separar o ouro de outros elementos que acompanham-no quando este é extraído do leito dos rios. E consequentemente, quando o curso de um rio é poluído por mercúrio, parte deste se volatiliza na atmosfera e torna a cair em seu estado original junto com a água da chuva. A outra parte do metal é absorvida direta ou indiretamente pelas plantas e animais aquáticos, que fazem o metal circular em meio àquele ecossistema. Os micróbios presentes na área, bem como aqueles presentes no organismo dos seres vivos irão deste modo transformar este mercúrio metálico em mercúrio orgânico, altamente tóxico.

Ciclo do Mercúrio

mercúrio  está presente em todas as partes do globo e circula através de movimentos dependentes de processos que se inter-relacionam.
Na atmosfera a concentração de mercúrio é geralmente pequena (teores inferiores a 1 mg/l). na litosfera, a não ser em certos solos superficiais ricos em húmus, as concentrações normais são inferiores a 2 mg/l. na hidrosfera, lagos, rios e mares, os teores são também bastante baixos. Em áreas vulcânicas as concentrações de mercúrio dissolvido na água são maiores.
A maior concentração de mercúrio esta na biosfera (seres vivos) devido aos processos de incorporação biológica, principalmente nos organismos aquáticos. Nesses, a incorporação do mercúrio se da por alimentação e por absorção direta através da água.
A movimentação do mercúrio na natureza apresenta os seguintes índices:

5×10³ t nos combustíveis fósseis;
2×10³ t por evaporação;
5×104 t por precipitação;
3×10³ t por erosão.


Atualmente o homem utiliza 104 toneladas de mercúrio. A metade, porém, é reciclada parecendo indicar que a atividade humana não deve afetar a concentração de mercúrio principalmente nos oceanos.

A concentração de mercúrio em zonas restritas pode, no entanto, trazer sérios inconvenientes, como em Minimata, Japão, onde morreram muitas pessoas e em Santos, São Paulo, quando morreram peixes.

O mercúrio introduzido no ambiente aquático pode ser estabilizado quando em condições anaeróbias na forma de sulfeto que é depositado no substrato desse ambiente. Em condições aeróbias ou parcialmente anaeróbias, o mercúrio adquire a forma de sulfato, que é mais solúvel, passando do sedimento para a fase líquida penetrando nos organismos.além disso o mercúrio em várias formas pode ser convertido por bactérias do sedimento e detritos em metil e dimetil-mercurio. A absorção poderá ser direta ou através dos alimentos. O mercúrio pode, no entanto, ser disperso, concentrado, precipitado ou transportado no meio aquático.

A utilização do mercúrio para fins industriais e o emprego deste na agricultura ao longo dos anos, resultaram num aumento significativo da contaminação ambiental, principalmente da água e dos alimentos.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...